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COLUNISTAS

Todos nós desempenhamos tarefas que exigem de nosso cérebro seu pleno funcionamento. Ler e compreender esse texto, anotar um recado para um colega, reconhecer alguém e lembrar seu nome, calcular o orçamento doméstico, conversar com uma pessoa, saber que amarelo é uma cor e que carro é um meio de transporte, lembrar o caminho de casa, são apenas algumas de uma infinidade de funções que nosso cérebro faz no dia a dia*¹. 

Porém, é comum ouvir adultos jovens e ativos, referindo apresentar falhas em algumas destas tarefas. Quem nunca esqueceu onde colocou a chave do carro ou de casa? Ou se envergonhou ao esquecer o nome daquela pessoa que lhe cumprimentou na rua com tanto entusiasmo!!!!

Além disso, o cotidiano oferece diferentes desafios ou simplesmente situações imprevistas que exigem uma boa habilidade para um manejo adequado. Por exemplo, descobrir o melhor caminho para se chegar num determinado local, uma nova função no emprego, aumentar o orçamento doméstico, ou mesmo durante o desenvolvimento da criança, que a cada momento descobre uma nova possibilidade e vai em busca de uma nova habilidade*¹.

Enfim, todos estes são exemplos do quanto manter a saúde do cérebro é importante para nossa qualidade de vida! O pleno desempenho destas tarefas depende dos processos mentais, como o pensamento, a atenção, ou a capacidade de julgamento; todos frutos do funcionamento cerebral*².

Robert Lent, PhD. Professor Titular - Laboratório de Neuroplasticidade da UFRJ nos diz que há várias maneiras de ver o cérebro, como há muitas maneiras de ver o mundo. Para ele, o cérebro pode ser visto como um “objeto desconhecido capaz de produzir comportamento e consciência”, sendo esta a visão dos psicólogos. Ou então entendido como um “conjunto de células que se tocam e formam os circuitos neurais”, como na visão dos neurobiólogos celulares. Alternativamente, pode-se pensar apenas nos sinais elétricos produzidos pelos neurônios, como fazem os eletrofisiologistas, e assim por diante³, pg.5. O cérebro é enfim, um órgão complexo, que vem sendo estudado há anos, no qual emergem conclusões que podem ser aplicadas em inúmeras áreas.

Esta coluna, abordará temas de interesse ao cotidiano das pessoas, sejam elas crianças, adolescentes, adultos ou idosos. Trataremos aqui a respeito de como melhorar as funções cognitivas: memória, atenção, linguagem, percepção e funções executivas (memória operacional, controle inibitório e flexibilidade).

São palavras desconhecidas por muitos, e por isso mesmo, iremos “traduzí-las” para que você, leitor, possa encontrar escolhas e soluções para o melhor desenvolvimento de suas habilidades.

Não deixe de ler nossa coluna e interagir conosco nas redes sociais! Qual ou quais assuntos você tem interesse que seja retratado aqui? Envie sua sugestão!!!

O tema do próximo mês será: Atenção e concentração: habilidades necessárias para a vida.

Até lá!

 

REFERÊNCIAS:

1-    FONTES, Maria Alice Fontes; FISCHER, Claudia Petlik. Neuropsicologia e as Funções Cognitivas. Disponível em: http://www.plenamente.com.br/artigo/66/neuropsicologia-as-funcoes-cognitivas.php#.VpZw8PkrLIU. Acessado em 8 de janeiro de 2016.

2-    COSENZA, Ramon M; GUERRA, Leonor B. Neurociência e educação: como o cérebro aprende. Porto Alegre: Artmed, 2011.

3-    LENT, R. Cem Bilhões de Neurônios. Rio de Janeiro: Atheneu, 2010.

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Tatiana Vasques

Tatiana Vasques C. dos Santos, é enfermeira, formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UNIRIO), Doutora em Enfermagem pela UFMG e Mestre em Enfermagem pela UNIRIO. Pós Graduanda em Neuropsicopedagogia pela Faculdade São Fidélis / CENSUPEG. Professora universitária e com larga experiência na docência do Ensino Superior. É diretora franqueada do Método Supera – Unidade Manhuaçu. Contato: (33) 3332-1411