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Lindo... Nossa! Que Superação!”

Caramba, que legal o que ele faz!”

Como ele consegue?!”

Essas, com certeza, são algumas das exclamações proferidas por muitos quando assistem aos atletas Paralímpicos competindo. Porém, minha indagação é: e o que a escola fez por eles?

Sem dúvida alguma, eles são CAMPEÕES, pois desenvolveram talentos em um sistema educacional que se diz Universal, mas é excludente!

Formalmente há leis, normas que regulamentam e ditam que se devem incluir os alunos especiais nas escolas regulares, porém estas permanecem em seus sistemas verticalizados de ensino, pautados nas notas, conceitos e conteúdos, para os quais pouco valem as habilidades e competências tão únicas e especiais de cada indivíduo.

Quais escolas você conhece que valorizam os talentos artísticos de seus alunos? Quantas delas, afinal, consideram as habilidades esportivas das crianças? Você, possivelmente, deve conhecer alguém super talentoso na música ou em algum esporte, mas que, na escola, é reconhecido como o “difícil”.

As aulas de música, artes, educação física deveriam ser tão priorizadas quanto às de português, matemática, geografia... Não ser, é EXCLUDENTE! É excluir talentos!

Porém.... Ahhhh... Porém....

O que pesa nas escolas? PONTOS.

Como se consegue? Trabalhos, exercícios e avaliações.

Em que estão pautados? CONTEÚDOS.

E onde ficam as habilidades e competências esportivas então? Negligenciadas em sua maioria...

Quantas Danielles e quantos Phelps, Bolts devem existir por estas escolas sem nem ao menos serem vistos....

Ahhhhh os atletas Paralímpicos.... Merecem mesmo todo nosso aplauso, de PÉ, pois conseguiram diferenciar-se nesse contexto que os exclui, que muitas vezes não os vê e, quando os vê, repetidamente não se adapta a eles...

De modo excepcional, uma ou outra atividade, na maioria das vezes não validada Institucionalmente, mas sim uma boa iniciativa de algum professor “mais louco” ou “bonzinho”, sinaliza para “distribuição de pontos” que congratulem outras habilidades e competências dos alunos que não sejam aquelas de valorização de aprendizado nem memorização de conteúdo sobre as suas disciplinas.

O Sistema Educacional Brasileiro trata todos como se fossem providos dos mesmos talentos, das mesmas habilidades e competências e aqueles considerados especiais, inclui, de forma excludente, sem desenvolver nestes o máximo de suas potencialidades, o que deveria ser o objetivo deste espaço privilegiado chamado escola.

Muitas vezes, a escola torna-se um local aversivo, quando deveria ser um espaço de motivação, de TRANSFORMAÇÃO do ser humano! Precisamos discutir sobre isso! Uma educação transformadora precisa iniciar na Escola!

Em dezembro de 2015, o MEC ranqueou 178 instituições educacionais inovadoras e criativas*¹. Nestas, os alunos são PROTAGONISTAS. As estratégias pedagógicas reconhecem as singularidades dos estudantes, garantindo que todos possam aprender, de acordo com seus ritmos, interesses e estilos, favorecendo a criação de um ambiente propício e motivador para a aprendizagem.

O Protagonismo do estudante potencializa o uso que os mesmos fazem dos diversos recursos e tecnologias, inclusive as digitais, para ampliar suas interações e exercer sua autonomia, muito mais do que quando são meramente submetidos à reprodução antiquada de conteúdos.

Aquelas 178 representam um começo, mas precisamos multiplicar essas experiências para que nossos netos tenham VONTADE de ir à escola e consigamos reverter o cenário pessimista de hoje em que grande parte dos jovens não vê propósito em se levantar todos os dias para assistirem aos seus professores falando sobre o que conseguiriam tranquilamente ver, em seus smartphones, quando tivessem vontade.....

*¹ Site para consulta das 178 Instituições Inovadoras e Criativas: http://simec.mec.gov.br/educriativa/mapa_questionario.php

Tatiana Vasques C. dos Santos é enfermeira, formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UNIRIO), Doutora em Enfermagem pela UFMG e Mestre em Enfermagem pela UNIRIO. Pós Graduanda em Neuropsicopedagogia Clínica pela Faculdade São Fidélis / CENSUPEG. Professora universitária e com larga experiência na docência do Ensino Superior. É diretora franqueada e gestora pedagógica do Método Supera – unidade Manhuaçu. Contato: (33)3332-1411 / manhuacu@metodosupera.com.br

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Tatiana Vasques

Tatiana Vasques C. dos Santos, é enfermeira, formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UNIRIO), Doutora em Enfermagem pela UFMG e Mestre em Enfermagem pela UNIRIO. Pós Graduanda em Neuropsicopedagogia pela Faculdade São Fidélis / CENSUPEG. Professora universitária e com larga experiência na docência do Ensino Superior. É diretora franqueada do Método Supera – Unidade Manhuaçu. Contato: (33) 3332-1411