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EDUCAÇÃO

22/03/2017 - Atualizado em 23/03/2017 7h24

APAE de Manhuaçu comemora o Dia da Síndrome de Down

MANHUAÇU (MG) - O “21/03” foi inteligentemente escolhido porque a Síndrome de Down é uma alteração genética no cromossomo “21”, que deve ser formado por um par, mas no caso das pessoas com a síndrome, aparece com “3” exemplares (trissomia). Essa ideia surgiu na Down Syndrome International, pelo geneticista da Universidade de Genebra, Stylianos E. Antonorakis, e foi referendada pela Organização das Nações Unidas em seu calendário oficial, sendo comemorado pelos 193 países da ONU.

Essa data visa chamar a atenção especialmente das pessoas pouco informadas sobre as capacidades das pessoas com a Síndrome de Down e conscientizar a sociedade sobre a importância da luta pelos direitos igualitários, o seu bem-estar e a inclusão dos portadores de Down na sociedade. Para isso, escolas e instituições aproveitam para promover algumas atividades, como: palestras e workshops sobre a Síndrome, peças de teatro e campeonatos esportivos com a participação de pessoas portadoras de Down e caminhadas/corridas solidárias para divulgar as campanhas de formação da criança com Síndrome de Down.

A Síndrome de Down não é uma doença, e não impede, de maneira nenhuma, que o indivíduo tenha uma vida social normal. Hoje em dia, por lei, a criança portadora de Down tem que ser matriculada em escola regular, junto com todas as outras crianças. Além do fato de essa convivência ser extremamente saudável para todos, é a conduta mais eficiente para o aprendizado pedagógico – que se torna um pouco mais demorado devido àquele terceiro cromossomo, mas acontece.

Na verdade, toda convivência saudável entre amigos e familiares, colegas e sociedade, de maneira atenta a todo tipo de diversidade, é sempre muito enriquecedora. O mesmo acontece quando você tem a oportunidade de conviver com uma pessoa com a Síndrome de Down. Olhe para ela, e não para a síndrome, e você vai descobrir um ser humano tão incrível quanto você.

Um dos destaques do evento foram as apresentações dos alunos portadores da Síndrome. Para a professora Rosária Gomes o desempenho dos alunos é fantástica. “Tenho uma satisfação enorme em trabalhar com estas crianças, a dedicação e concentração deles em desempenhar uma tarefa é muito grande, e, eles vibram a cada conquista e isto é muito recompensador”, frisa a professora.

Durante o evento foram apresentadas experiências familiares de superação e luta contra o preconceito, mesmo com a aceitação da sociedade nos dias de hoje, ainda existem muitas pessoas que olham as crianças com indiferença.

Jailton Pereira

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