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EDUCAÇÃO

15/02/2018 - Atualizado em 16/02/2018 17h55

Escola Maria de Lucca Pinto Coelho inicia o Ensino Médio Integral e Integrado

MANHUAÇU (MG) - A partir do início do ano letivo, no dia 19, a Escola Estadual Maria de Lucca Pinto Coelho passa a integrar o programa de Ensino Médio Integral e Integrado. É a primeira instituição de toda a área da Superintendência Regional de Ensino de Manhuaçu.

Ao implantar o Ensino Médio em Tempo Integral, as escolas tornam-se Escolas Polos de Educação Múltipla (Escolas Polem). Atualmente, são atendidos cerca de 6 mil estudantes e, a partir da inclusão da Maria de Lucca e mais 35 escolas, a expectativa da Secretaria de Estado de Educação (SEE) é de que sejam beneficiados 19.600 estudantes.

Os alunos que irão iniciar o 1º ano do ensino médio no dia 19 já estarão no novo programa na Escola Maria de Lucca Pinto Coelho.  Em dezembro, a direção e professores tiveram uma primeira capacitação e houve reunião com os pais e estudantes, que demonstraram muito interesse na mudança.

A diretora da Superintendência Regional de Ensino, Vitória Magalhães, conta que estavam buscando a inclusão da escola desde o início de 2017. “Vamos realizar um sonho ao ter a implantação na primeira escola da SRE. Abraçamos essa proposta com a equipe pedagógica da superintendência e a equipe da escola e acredito que para a região é um ganho muito grande. Aliás, é um presente para a Escola Maria de Lucca que está completando 90 anos em 2018”, afirmou.

A escola preencheu uma planilha com algumas reformas e melhorias que precisam ser feitas na infraestrutura para atender ao programa. Houve algumas mudanças e inicialmente serão oito turmas no primeiro ano do ensino médio.

Vitória Magalhães conta que o modelo de Escola Integral e Integrada não é apenas manter o aluno o dia todo na escola, mas uma forma de empoderar os jovens e torná-los capazes de enfrentar e resolver problemas, independente da formação que eles escolherem. “A Educação Integral e Integrada, principalmente no Ensino Médio, tem como função aflorar no cidadão a capacidade de dominar a linguagem, de tentar resolver conflitos com argumentos, propostas e ações, seja ele o que for no futuro”, pontuou.

Segundo ela, cada uma das oito turmas poderá escolher uma formação diferente. “Esse programa visa intensificar o ensino médio. Os alunos e a família é que vão escolher, de forma democrática, o que irão estudar durante o curso. Podem ser oficinas, esportes, artes, lazer e também pode aprofundar e os alunos saírem com um curso técnico. São onze matrizes curriculares com cursos profissionalizantes. Cada turma pode ter uma escolha”.

O processo para definir a grade e o curso começará no primeiro dia de aula. Durante a semana, serão apresentadas as opções e será feita a definição do curso que seguirão ao longo do ensino médio.

A Inspetora Escolar, Josiane Nogueira da Gama Abreu, da comissão gestora, entende que o programa vem para modificar completamente o perfil do ensino médio. “Temos notado que os alunos não estão demonstrando tanto interesse no modelo antigo. Esse programa vem com uma proposta de atender o aluno em suas necessidades, aprofundar o conhecimento e preparar para o mundo do trabalho com atividades e linguagem apropriadas a essa realidade”.

Outro ponto forte é o envolvimento da família. Haverá todas as refeições feitas na escola, atividades com professores convivendo com os alunos e proporcionando uma interação mais forte para que os anseios dos estudantes sejam atendidos. Tudo isso para gerar interesse no estudo e concluir o ensino médio com qualidade.

A inspetora conta que o ensino médio terá o campo de formação que faz parte da Base Nacional Comum e um campo flexível. “Nesse módulo mais flexível, os alunos escolhem os conteúdos que querem ter no período de ensino médio. São atividades esportivas, artísticas e culturais, há espaço para pesquisa científica e conteúdos que eles podem escolher e assim se comprometer com o resultado. É uma gama de áreas que podem enriquecer o currículo. Caso seja da vontade deles, da família e da escola, poderão optar pelo ensino profissionalizante. O estudante pode terminar o ensino médio com uma profissão, formado como técnico em determinada área. Isso é outra vantagem e estimula o aluno com um objetivo mais consistente no futuro”.

Carlos Henrique Cruz - carlos@portalcaparao.com.br

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