Os pequenos produtores que, semanalmente comercializam os produtos derivados do leite (queijo, requeijão), bem como carne suína, lingüiça e defumados, foram surpreendidos na última semana com a fiscalização da Vigilância Sanitária (VISA). No primeiro momento foi feita a orientação e remoção de todos os produtos, que estavam nas bancas para serem comercializados.
Durante a semana, alguns produtores buscaram informações para as adequações exigidas pela VISA, para continuarem oferecendo o que é produzido de forma artesanal, em suas pequenas propriedades. Alguns, ainda não têm o mínimo de estrutura, o que acaba dificultando para atender o que está sendo exigido pela Vigilância Sanitária.
Segundo a coordenadora da VISA, Maria Lúcia Dutra a inspeção na feira livre já estava programada. Ela explica, que agora foi uma determinação da 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Manhuaçu, responsável a zelar pelos direitos do consumidor, houve a retomada das ações para as devidas providências. “Os pequenos produtores estão passando por um processo de regularização e adaptação da rotulagem dos produtos, para voltarem a comercializá-los”, explica à coordenadora.
Com esse trabalho será possível cadastrar os produtores de outros municípios, que trabalham semanalmente na feira livre de Manhuaçu e, aqueles que não se adequarem estarão sujeitos a serem suspensos da atividade.
A reportagem acompanhou o trabalho de fiscalização em uma propriedade no Córrego Manhuaçuzinho. O produtor Ceni Carlos da Costa contratou uma equipe de consultoria e engenharia de Ponte Nova, para adequar as normas exigidas. Durante a visita, a equipe da VISA recomendou que na fábrica de lingüiça fossem feitas outras adaptações. A sala de fabricação possui local de desossar, estufa, além de espaço para moer, temperar, esvazar e pesar. Mas, há a necessidade de uma divisória para que não haja nenhum contato entre a manipulação e embalagem e a instalação de forro no teto. Onde fabrica queijo, a manipulação, rotulagem e pasteurizador estão dentro das exigências. Segundo o produtor Ceni da Costa, muitos vão ter mais dificuldade para atender as normas, pois as exigências são muitas.
O produtor contratou o perito ambiental, Marcus Messias Filho e a engenheira sanitarista, Thaís Martins Soares para acompanharem todo o projeto. Para Marcus Messias, o acompanhamento é importante a fim de que o produtor esteja trabalhando dentro das normalidades. De acordo com o perito ambiental, a demora para liberar o Selo de Inspeção Municipal (SIM), tem atrapalhado a vida dos produtores, que, às vezes ficam com a produção comprometida e sem saber o que fazer.
Adequar às normas exige bastante. “Mas, é importante a exigência do rótulo, local adequado para fabricar os produtos com qualidade. Assim, vamos trabalhar para que o produtor tenha a sua licença para atuar na feira livre”,conclui o perito Marcus Messias Filho.
Eduardo Satil - portalcaparao@gmail.com