Ele era procurado pelo mesmo ato há 9 anos

Preso acusado de tentar envenenar comida em ordenação

Pânico nas ruas de Santana do Manhuaçu durante o último domingo. Nove anos depois, o homem apontado como o responsável pelo envenenamento da comida servida numa festa religiosa aparece na comunidade durante a festa de ordenação sacerdotal de três novos padres. Ari Vilete Portes, 42 anos, foi preso com um recipiente e panfletos com mensagens […]

Pânico nas ruas de Santana do Manhuaçu durante o último domingo. Nove anos depois, o homem apontado como o responsável pelo envenenamento da comida servida numa festa religiosa aparece na comunidade durante a festa de ordenação sacerdotal de três novos padres. Ari Vilete Portes, 42 anos, foi preso com um recipiente e panfletos com mensagens de radicalismo religioso.

A população de Santana do Manhuaçu nunca esqueceu os episódios de nove anos atrás. Os moradores tinham motivo suficiente para pânico. Durante todo esse tempo, Ari Vilete nunca foi localizado e agora ele apareceu justamente no mesmo dia da festa católica.

Há nove anos, durante o evento religioso, foi servida alimentação a todos os participantes, cerca de sete mil pessoas. De forma súbita e generalizada, todos os que se alimentaram passaram mal. Alguns tiveram complicações clínicas de natureza grave e lotaram os hospitais da região.

Mesmo desaparecendo depois, moradores sempre apontaram Ari Vilete Portes como sendo o responsável pelo quadro. O morador de Divino (MG) era acusado de ter adicionado, clandestinamente, alguma substância na comida. A história nunca foi apurada.

RECIPIENTE

Quando encontraram Ari, moradores chamaram a polícia com medo de que a cena se repetisse.  Os policiais abordaram o lavrador e encontraram um vidro contendo uma substância de cor branca cuja fórmula é desconhecida e alguns panfletos escritos por ele com conotação de um certo radicalismo religioso.

Com receio de novos atentados à saúde pública, Ari Vilete foi conduzido para a delegacia de Manhuaçu. O material foi encaminhado para exames periciais a fim de identificar a substância que ele carregava.