O calçadão da rua Amaral Franco foi uma excelente idéia, mas a obra precisa ser revista de forma urgente. Nos últimos dias, com o movimento intenso de compras por causa do Natal, as calçadas mais largas foram muito úteis aos consumidores de toda a região. Por outro lado, nesses dias também, a chuva forte, em poucos minutos, criou um rio no meio da rua. Comerciantes e clientes reclamaram. Carros fizeram ondas com a água represada em frente à Casa Bento Alves Costa. Concluído em julho, o calçadão foi uma obra executada para oferecer mais espaço e conforto aos pedestres e, principalmente, consumidores. O comércio é o grande forte da rua Amaral Franco, mas as calçadas se resumiam a espaços de pouco mais de um metro. Nesse fim de ano, a obra passou pelo teste do comércio: com a movimentação das compras de Natal, os clientes tiveram mais facilidade para fazer suas compras.
Que a obra foi importante todo mundo concorda, mas por outro lado, o calçadão vem apresentando problemas desde sua inauguração. Primeiro foram os bloquetes assentados na pista de veículos. Alguns começaram a afundar e outros a soltar, formando ondulações na rua. Depois, ladrilhos hidráulicos também se desprenderam do piso da calçada.
Agora, com as chuvas, surgiram dois novos problemas. O primeiro se estende por todo o trecho do calçadão. As ondulações no calçamento de bloquetes formaram enormes poças d´água, sujando pedestres e lojas. Além disso, o trecho próximo a Casa Bento Alves Costa está inundando.
UM RIO DE ÁGUA SUJA
Nesta quarta-feira, o problema foi mais intenso do que outras vezes. Numa chuva de pouco mais de dez minutos, os bueiros não conseguiram escoar a água e a rua foi tomada. O rio formado entre as duas calçadas e o trânsito de veículos criou ondas de sujeira, invadindo lojas e causando mais transtornos em plena tarde de 24 de dezembro, o dia de maior movimentação do comércio.
Comerciantes se viraram como podiam. Pediram desculpas aos clientes, juntaram rodos e vassouras e empurraram a água para a rua. O problema só foi solucionado quando um funcionário do Samal entrou na água e desentupiu os bueiros, retirando as grades.
A reclamação persiste. A obra por melhor que seja, tem que ser revista. É preciso resolver os problemas do local.