MANHUAÇU (MG) – O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) esclareceu os motivos da retirada dos radares eletrônicos de velocidade em trechos da BR-262, entre Manhuaçu e Reduto, bem como Realeza, Abre Campo e Rio Casca. A informação foi encaminhada ao Portal Caparaó após questionamento sobre a desativação dos equipamentos.
Segundo a assessoria de imprensa do DNIT, a medida faz parte da transição de um dos contratos de fiscalização eletrônica de velocidade. Durante o mês de julho, 56 equipamentos foram desmobilizados em rodovias federais sob administração do órgão.
De acordo com o departamento, os radares retirados serão substituídos gradualmente por novos equipamentos previstos no contrato vigente. Antes da entrada em operação, será necessário cumprir etapas como a retirada da sinalização antiga, elaboração e aprovação de estudos técnicos, implantação da nova sinalização, instalação dos radares e aferição metrológica pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).
O DNIT informou que a empresa responsável tem prazo de até 60 dias para apresentar os estudos técnicos. Após a aprovação, poderá levar até 90 dias para concluir a instalação dos equipamentos, implantar a sinalização e realizar a aferição, conforme as características de cada trecho.

Enquanto os novos radares não entram em funcionamento, o órgão reforça que “os motoristas devem continuar respeitando os limites de velocidade estabelecidos, já que a sinalização permanece válida independentemente da operação dos equipamentos eletrônicos”.
Segundo o DNIT, a definição dos locais onde os radares serão instalados segue critérios técnicos previstos na Instrução Normativa nº 43/2021, levando em consideração fatores como histórico de acidentes, volume de tráfego, velocidades praticadas, características geométricas da rodovia, acessos, interseções e demais aspectos relacionados à segurança viária.