MANHUAÇU (MG) – Com o intuito de relembrar e despertar a sociedade sobre a importância de respeitar a faixa de pedestres, o Conselho de Segurança Pública decidiu realizar ação alusiva ao seu aniversário. A decisão foi tomada durante a reunião, que aconteceu na noite desta terça-feira,14, com a participação de representantes dos diversos segmentos que integram o conselho.
Na reunião, a Capitã Suellen Mafra se apresentou como a nova comandante da 72ª Cia. de Polícia. “Estarei no comando 72ª Cia, trabalhando em parceria para melhorar as questões relacionadas à segurança, na área sob a nossa responsabilidade. Contarei sempre com a participação e o apoio de vocês”, disse a oficial.
A faixa de pedestres foi implantada em Manhuaçu em 8 de agosto de 2006, após vários registros de atropelamentos em vias de maior movimentação. À época, os alunos da Escola Estadual Monsenhor Gonzalez realizaram um apitaço em frente ao educandário, com a participação de diversas instituições que abraçaram o projeto “Olho Vivo na Faixa”.







A iniciativa ganhou destaque e foi tema de reportagem em “A Voz do Brasil”. Na Escola Monsenhor Gonzalez nasceu a ideia, foi lançada e transformou a cidade mais segura, com faixa por todas as ruas, principalmente em frente as demais escolas, instituições e com maior fluxo de veículos e pedestres.
A campanha “Olho Vivo na Faixa” tomou dimensões importantes, tornou-se símbolo e rendeu para a cidade o nome de “cidade que todos os motoristas respeitam a faixa de pedestre”. Daqui o projeto multiplicou e foi implantado em outros municípios, tendo sido referência no Estado de Minas Gerais.
Para comemorar os 20 anos de existência, o Conselho de Segurança Pública (Consep) decidiu que, no dia 18 de agosto será realizada uma mobilização com apitaço na área central e, no dia 20 será comemorado o aniversário, com a presença das instituições para lavar a faixa de pedestre, em frente à Escola Estadual Monsenhor Gonzalez.
O presidente do Consep, Anízio Gonçalves destaca que, a participação da sociedade será muito importante. “Vamos convidar os alunos das Escolas Monsenhor Gonzalez, Antônio Wellerson e outras que quiserem estar conosco. Comemorar os 20 anos simboliza um grande acontecimento”, pontua Anízio Gonçalves. Em alguns lugares, as faixas precisam ser revitalizadas, para continuarem sendo referência e local de segurança.
Construções desrespeitam normas e invadem calçadas
Além do caos enfrentado todos os dias por pedestres e motoristas, as construções estão invadindo passeios, calçadas e gerando transtorno aos transeuntes. Em alguns lugares, os pedestres precisam dividir o espaço com os carros. Geralmente, o avanço sobre o passeio (calçada) é limitado a, no máximo, metade da sua largura. Em vias movimentadas ou obras com muitos pavimentos, é obrigatória a construção de galerias cobertas para proteger os pedestres.
Na Rua Amaral Franco, uma construção deixou o passeio estreito, forçando o pedestre a passar na via. O uso de tapumes está especificado na NR18, sobre Condições de Saúde e Segurança no Trabalho na Indústria da Construção. A exigência é que os tapumes tenham altura mínima de 2,20 m em relação ao nível do terreno. Legislações municipais podem exigir alturas maiores, variando de 2,50 m a 3,00 m.
Devido a invasão, um deficiente, cadeirante ou uma pessoa idosa dificilmente consegue passar pelo local. Outro caso de desrespeito à Lei de Acessibilidade (Lei nº 10.098/2000), foi documentado pela reportagem. Na Rua Antônio Wellerson, o proprietário de um imóvel decidiu fazer um degrau (rampa) na calçada. Segundo informações, a responsabilidade de fiscalização é da Prefeitura Municipal.
Eduardo Satil/Rádio Caparaó