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Otite é uma infecção acompanhada de inflamação do conduto auditivo de elevada freqüência em cães, representando cerca de 8 a 15% dos casos atendidos na clínica veterinária.
A incidência da doença pode variar também com a raça, idade e sexo dos cães.
As otites podem ser externa, média e interna. Em geral as otites média e interna são decorrentes de uma otite externa crônica que evolui com a ruptura do tímpano (Leite, 2003).
O processo inflamatório envolve tecidos de revestimento e estruturas associadas ao ouvido causado por diversos fatores, tais como: hipersensibilidade alterada (Curtes 2004); presença de parasitas, como Demodex canis e Otodectes cynotis; presença de corpo estranho; desordem de ceratinização; imunopatias (Oliver, 2004); tumores e pólipos auriculares. Além disse as otites podem frequentemente estar associada a uma doença dermatológica sistêmica. Fatores como formato das orelhas, morfologia do conduto auditivo, limpeza excessiva das orelhas e umidade podem contribuir com o aparecimento da doença e sua recidiva.
Os principais sinais clínicos observados são: Prurido (coceira) moderado ou intenso, inclinação e balançar de cabeça, dor, pavilhão auricular vermelho e quente, descamação de células, secreção excessiva, odor alterado, otohematoma.
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O diagnóstico se baseia em um exame clínico e inspeção dos ouvidos, observando o aspecto e odor da secreção. Sempre que possível deve-se realizar citologia da secreção, cultura e antibiograma. Desta forma podem-se recomendar os produtos otológicos mais indicados para cada caso. De forma geral o tratamento é tópico com uso de medicamentos á base de ceruminolíticos e anti-sépticos para realizar a limpeza do pavilhão auricular e canal auditivo; antibióticos, antifúngicos e acaricidas. Tratamento sistêmico com antibiótico ou antifúngico orais pode ser necessário dependendo da gravidade. No caso da presença de otohematoma o animal deverá ser submetido à anestesia para drenagem do sangue acumulado na(s) orelha. Em casos extremos de otite pode ser necessário que o animal seja submetido a cirurgia.
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Para prevenir a doença, recomenda-se o cuidado na hora do banho, protegendo bem os ouvidos, retirando o excesso de pêlo e limpeza adequada. Para isso, existem profissionais treinados no serviço de banho e tosa para tratar com carinho seus animais. É imprescindível consultar o médico veterinário logo que aparecerem os primeiros sinais da doença.
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Dra. Fernanda Cândido T. Dias
CRMV 1271-ES
Graduada pelo Centro Universitário Vila Velha
Pós graduanda em clínica e cirurgia de pequenos animais



