A alergia alimentar canina corresponde a menos de 10% das alergias observadas nos cães. Esta doença é provocada por um desequilíbrio imunológico do organismo, onde determinado alimento pode provocar reações semelhantes a picadas de ectoparasitas (pulgas e carrapatos), atopia e não é contagiosa, podendo afetar diferentes animais que comem os mesmos alimentos.
Pode aparecer em filhotes a partir do primeiro ano de vida, mas também em qualquer outra idade.
A grande vilã da história é a proteína, principalmente aquelas de alto peso molecular. Na verdade, são aquelas que encontramos em quase todo tipo de alimento. Elas são derivadas das carnes de frango e bovina, trigo, milho, ovos, leite, soja etc. Na maioria das vezes os proprietários trocam a alimentação por conta própria. É difícil encontrar um alimento comercial que não contenha um dos ingredientes citados.
Por se tratar de um quadro alérgico, a coceira em alto grau, é o principal sinal clínico, principalmente ao redor dos olhos, patas, ouvidos e em qualquer parte mais sensível no corpo.
A investigação pode ser complicada, às vezes longa e sem exames de sangue sensíveis aos prováveis alergenos, então a melhor saída é a troca da alimentação. Escolha uma com fonte de proteína na qual o animal nunca tenha comido, como por exemplo carne de peixe, coelho, cordeiro, cangurú ou trocar por alimentos comerciais a base de proteína hidrolisada.
O animal leva no mínimo 20 dias para começar a apresentar melhora e só podemos afirmar que realmente era alérgico ao alimento após 45 dias se alimentando da dieta nova.
É importante lembrar que existem outras dermatites que devem ser investigadas , principalmente a DAPP, atopia e que podem ser mais baratas de tratar.
Em casos de dúvidas, caso seu animal tenha suspeita para este tipo de dermatite, não troque a alimentação por conta sem antes consultar um médico veterinário.