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A eficácia da lei

Ao criar o ser humano Deus dotou-lhe de liberdade, apenas recomendou-lhe que tivesse limite. Ao passar dos anos a própria criatura começou estabelecer leis, regras, situações em que a vida está cerceada de proibições e de situações impositivas; penso que hoje se educa e se preocupa em sermos meros cumpridores de leis. Como não consigo […]

Ao criar o ser humano Deus dotou-lhe de liberdade, apenas recomendou-lhe que tivesse limite. Ao passar dos anos a própria criatura começou estabelecer leis, regras, situações em que a vida está cerceada de proibições e de situações impositivas; penso que hoje se educa e se preocupa em sermos meros cumpridores de leis.

Como não consigo colocar tudo o que penso na escrita, já depois do que pensei, coloco uma prévia conclusão, sem contudo estabelecer uma verdade máxima: quanto mais leis tivermos, mais nos afastamos da essência do ser humano e mais ficamos tolhidos de viver em liberdade.

Caro leitor, pense ainda comigo e depois continue sua própria reflexão; especificamente em nosso país, quem faz, quem executa e quem julga as leis estão tendo a compreensão da vida mesma?

Quanto tempo se gasta e se perde nos locais públicos onde isto acontece e no final a produtividade é quase nula; o desperdício do tempo em fazer o que não vai ser cumprido; o desperdício do tempo em executar o que não vai dar certo e o desperdício do tempo em julgar o que não era importante, mas, infelizmente era legal.

É impossível viver numa sociedade sem leis, mas seria muito bom se tivéssemos menos leis e que de fato fossem eficazes e que pudessem, verdadeiramente, facilitar a vivência das pessoas em sociedade.

A grande maioria da população nem sabe de tudo o que existe; é estatuto da criança, do adolescente, da juventude, do idoso, do torcedor, leis que tentam enxergar o ser humano em tudo e quer limitar sua forma de agir; é bem verdade que estas leis estabelecem direitos, conquistas.

Apenas penso: precisaríamos de tantas leis para que as pessoas pudessem alcançar seus direitos? E onde ficam os valores que aprendemos com nossos antepassados? Sou honesto por que a lei me obriga a sê-lo? Sou justo apenas para cumprir uma lei?

Nesta altura da reflexão pensei em Jesus no episódio da pecadora adúltera, está em Jo 8, 1 -11, de forma telegráfica: Mulher em adultério, lei manda apedrejar, os homens desejam o cumprimento da lei, a sabedoria de Jesus vai além da lei e vem a clássica conclusão: “ quem de vocês não tiver pecado, atire nela a primeira pedra.”

O resultado final é magnífico: “ Eu também não a condeno. Pode ir, e não peques mais.”

Este assunto é polêmico, não para por aqui, apenas termino sem concluir: as conclusões e reflexões posteriores devem ser feitas por cada leitor.

Boa semana a todos e que o Deus da Vida nos abençoe sempre!