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A arte da convivência - Parte 1

Começo minha reflexão constatando o óbvio, o tempo vai passando, creio que vamos amadurecendo e vamos ampliando nosso conhecimento. Dentre tantas situações vividas por nós, é preciso que aconteça a aproximação das pessoas para que isto se concretize. Realmente, é praticamente impossível que o ser humano viva só, a natureza humana requer convivência, necessitamos estar […]

Começo minha reflexão constatando o óbvio, o tempo vai passando, creio que vamos amadurecendo e vamos ampliando nosso conhecimento. Dentre tantas situações vividas por nós, é preciso que aconteça a aproximação das pessoas para que isto se concretize. Realmente, é praticamente impossível que o ser humano viva só, a natureza humana requer convivência, necessitamos estar ao lado de pessoas. O que me fez pensar neste dia é que ao longo do tempo muitas pessoas passaram por nossa vida; para constatar que passaram é preciso considerar que um dia elas entraram em nossas vidas.

Fiquei a pensar: quem passou e permaneceu, como se deu isso? Ou seja, como as pessoas entraram em minha vida? Acredito que são variadíssimas estas experiências, recordo algumas: o laço familiar, a escola, a religião, as amizades, o trabalho, uma excursão, uma ida ao cinema, a um show, enfim, ainda dá para enumerar muitas outras situações.

Por que umas pessoas vêem e passam, e outras permanecem por mais tempo em nossas vidas? Por que o que já tem muito tempo conosco também desaparece? Por que sinto a necessidade de afastar de algumas pessoas? Por que sinto uma vontade imensa de estar perto de pessoas queridas, amigas e não consigo? Olha, ainda pensei muitas outras questões, mas fiquei por ora só com estas e procurei avançar minha reflexão. Consigo vislumbrar algumas situações, umas dependem de nós, outras simplesmente acontecem, fogem do nosso controle e ainda existem outras que são inevitáveis, precisam acontecer mesmo.

Com estes pressupostos já consigo fazer algumas prévias conclusões: conviver não é fácil, estar ao lado de pessoas demanda um grande conhecimento de nós mesmos e também dos outros. Mas, até que ponto conheço as outras pessoas? Até onde posso confiar nelas? E por mais confiança que transmita será possível confiar plenamente? Sobre os outros vou aprofundar semana que vem, pois este assunto é muito amplo.

Voltando a reflexão sobre a minha pessoa, fiquei a pensar o que muitas pessoas já me perguntaram: eu tenho que conviver com todas as pessoas? Qual é o limite de uma amizade? Sinto que pessoas se aproximam de mim por interesses, como reagir? Se tenho ou exerço algum tipo de poder, sou mais bajulado, paparicado, o que fazer? Muitas outras perguntas já me foram dirigidas, e eu também, tenho as minhas próprias, então como responder ou mesmo refletir sobre estas situações?

Um pensamento e convicção já tenho: eu posso, preciso e devo escolher as pessoas com as quais eu quero conviver; algumas pessoas estarão ao meu lado por alguma razão mas nunca serão pessoas amigas, mas a convivência é necesária; existem aquelas que você pode confiar plenamente, que você as entende e é entendido por elas, aí sim é decisão pessoal em cultivar amizade e saber entendê-las. Talvez não seja a pessoa que você mais veja, a distância pode ser este empecilho; o importante creio é que você atinja um grau de amadurecimento e saiba usufruir de tal convivência.

Outro ponto relevante a considerar é que nunca nos entenderemos plenamente e, consequentemente, não poderemos antecipar como nos comportaremos diante de fatos novos da convivência humana, creio que precisamos ter uma atenção especial com as pessoas e, deliberadamente, escolher e conviver com pessoas que preencham nossa vida e dar um sentido especial na arte da convivência.

Desejo a todos um excelente dia e uma abençoada semana.

Na semana que vem abordarei a arte da convivência em relação ao outro que convive comigo.