Sempre é muito difícil dar definições, na maioria das vezes são limitadas, restritivas, parciais e incompletas. Hoje me propus escrever sobre a falsidade; apenas parei para pensar e meditar e com o propósito de não fazer nenhuma pesquisa, nenhum dicionário, nada além do que estou pensando no momento.
Como poderei definir a falsidade? Num primeiro momento, posso pensar e associar falsidade com falso. Até aqui nada do que é óbvio; mas fiquei a pensar, o falso ou mesmo a falsidade só existem atrelados, ligados a algo ou a alguém e mesmo assim já emitindo um juízo de valor ao afirmar que é falso. Apenas exemplificando: um tênis de marca é muito caro, o fabricante de outro tênis usa a mesma marca e tem um produto de menor qualidade, aí todos nós dizemos que o tênis é falso. Para mim fica a pergunta: o tênis é falso? Eu entendo que não, ele é real, cumpre a função de ser tênis; a falsidade para mim, está na exploração do dito tênis pelo fabricante como sendo uma outra marca para assim obter uma maior lucratividade e usufruir de uma marca consagrada.
Não me propus a falar de tênis, de marcas ou coisas, quero mesmo é falar de pessoas e de pessoas que em algum momento da vida se comportam de maneira falsa com outra pessoa. Existiria na índole do ser humano a tendência à falsidade? É preciso ser falso para subir na vida? Até onde uma pessoa falsa consegue chegar? A descoberta da falsidade requer um posicionamento, seria a exposição pública? Seria o desprezo? Seria o afastamento da pessoa e aquele sentimento assim: mais uma decepção?
Aprofundando um pouco a reflexão. O que leva uma pessoa a ter este comportamento? Existem muitas explicações e pela limitação de espaço vou resumir o que penso. Para mim a pessoa falsa é aquela que quer usar do outro o que o outro tem no momento para lhe oferecer; talvez seja o poder, talvez o dinheiro, talvez a beleza, ou quem sabe a informação privilegiada. Enquanto estou satisfazendo os meus desejos, as minhas necessidades, não importa os meios para isto; no fundo a pessoa se comporta de forma a obter vantagem; para isto eu falo bem do outro, eu elogio, eu enalteço, sempre com intuito de me sair bem no que desejo.
O falso usa e abusa da confiança do outro; no fundo mesmo o outro não vale nada para ele, só vale mesmo o que ele pode usufruir do que o outro tem, e nunca o que o outro é. O falso consegue enganar o outro por algum tempo, pois, normalmente sua conduta, a princípio não será detectada, o falso é muito sutil, de palavra fácil, sempre elogioso, mas tendo este comportamento, mais dia, menos dia vai aparecer verdadeiramente o que é, a máscara vai cair.
É muito difícil, a priori, distinguir estas pessoas; só mesmo o tempo para nos dar um amadurecimento e equilíbrio para sabermos selecionar quais pessoas devem fazer parte do meu meio; penso que algumas pessoas, a não ser que mudem, deveriam ser deixadas de lado, desprezadas mesmo. Quem sabe poderiam mudar, mas mesmo que mudem, num novo relacionamento é preciso ficar com um pé atrás, aliás, é melhor os dois pés atrás, pois a confiança nesta pessoa poderá nunca mais existir.
Um bom domingo a todos, uma abençoada semana a todos e um ótimo início de dezembro e que o Deus da vida nos ajude a sermos sempre verdadeiros em nossas relações.