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Os outros

A princípio pode parecer estranho o título que dei à minha crônica semanal; mas pode acreditar que ao longo do meu pensamento, o que escrevi, você, caro leitor, entenderá de onde parti e onde quis chegar. Partindo da pergunta: qual é a importância do outro em minha vida? Ou ainda, quem é este outro que […]

A princípio pode parecer estranho o título que dei à minha crônica semanal; mas pode acreditar que ao longo do meu pensamento, o que escrevi, você, caro leitor, entenderá de onde parti e onde quis chegar. Partindo da pergunta: qual é a importância do outro em minha vida? Ou ainda, quem é este outro que faz parte da minha vida? Ainda partindo do princípio filosófico de Aristóteles que o ser humano é sociável por natureza; é inevitável que tenhamos que conviver com outras pessoas. É uma primeira constatação: nós precisamos das outras pessoas; mas posso perguntar: até quando? Quem é a pessoa que preciso mesmo?

É certo que por questões profissionais, religiosas, políticas, familiares, etc,.. precisamos estar ao lado de certas pessoas. Há um nível de tolerância que nos faz relevar certos comportamentos e no plano da caridade nós passamos a aceitar a convivência; talvez as diferenças possam aumentar ou diminuir e até passarmos ao nível da civilidade, da aceitação, talvez estas pessoas nunca serão amigas de verdade. Mas quero avançar a reflexão…

Quero falar do outro ou dos outros, sem emitir juízo moral, sem nenhum julgamento, nem diminuindo ou aumentando o valor do outro, apenas procurando entender as atitudes e comportamentos dos outros que insistem em entrar em nossas vidas, mesmo sem serem convidados.

Penso que aqui se insere aquela pessoa que pensa saber tudo sobre mim, conhece detalhes da vida, julga sem conhecimento, condena sem prova, se alegra com o fracasso alheio, torce para dar tudo errado, se regozija com a crise do outro, enfim, poderia continuar acrescentando outros comportamentos que são peculiares a estas pessoas.

O espaço é pequeno para tipificar o comportamento psicológico destas pessoas; mas dá para imaginar e compreender que são pessoas sofredoras, mal resolvidas e desequilibradas; a sua vida só não basta, é preciso ter mais ingrediente da vida do outro para viver.

Quanto mais públicos formos mais seguidores e julgadores deste naipe teremos. Fico a me perguntar: o que fazer?
Diante do que já vivi até aqui, já cheguei a algumas conclusões e para estas pessoas que comportam como descrevi acima, o melhor remédio, a meu ver é o isolamento.

O afastamento estratégico é sinal de maturidade; não significa fuga ou covardia, é apenas usar a capacidade que devo ter e também a liberdade em poder escolher com quem quero conviver. Terei sim, que suportar algumas situações, mas não dando valor ao que se diz, ultrapassando as avaliações errôneas que fazem a meu respeito e acreditando plenamente, que não sou o que os outros dizem, não sou o que querem que eu seja; sou apenas eu e a minha consciência de pessoa de fé, que procura seguir princípios da palavra de Deus, que acredita na força transformadora da graça de Deus e que precisa imensamente da presença dos outros em minha vida para fazer-me crescer e evoluir, aprendendo a superar limites, ultrapassar barreiras, saltar obstáculos e continuar a longa jornada desta vida.

Continuo acreditando imensamente na presença do (a) outro(a) em minha vida, somente assim, crescerei e cresceremos numa convivência mais harmônica, na tentativa de viver mais em paz e com a consciência tranquila.

Uma abençoada semana! Que o Deus da Vida nos abençoe e nos faça aproximar verdadeiramente das pessoas que possam contribuir para o nosso crescimento espiritual.