Colunas

O olhar

O tema escolhido por mim hoje, permite enveredar por muitos caminhos, vou escolher alguns e externar meu pensamento e compartilhar com você algumas ideias; talvez não sejam novas, mas quem sabe oportunas para nos ajudar a meditar e avançar na condição de sermos eternos caminheiros em busca da nossa realização. Ao iniciar fiquei a pensar: […]

O tema escolhido por mim hoje, permite enveredar por muitos caminhos, vou escolher alguns e externar meu pensamento e compartilhar com você algumas ideias; talvez não sejam novas, mas quem sabe oportunas para nos ajudar a meditar e avançar na condição de sermos eternos caminheiros em busca da nossa realização.

Ao iniciar fiquei a pensar: o que está por detrás do meu olhar? Quais experiências de vida trago comigo até este momento presente? Por quais caminhos já percorri até aqui? No fundo quero pensar e previamente constatar que a minha história de vida é determinante sobre como olho, percebo, entendo, interpreto a vida.

Tenho pensado muitos sobre este assunto e procurando o entendimento sobre alguns temas que determinam o comportamento do ser humano. Posso estar equivocado, mas tenho percebido que o ser humano anda meio descrente, aqui não me refiro à fé em Deus, mas na forma de convivência, é como se tudo o que fazemos não tivesse sentido, não valesse a pena, estamos meio reféns da sociedade que é marcada pela corrupção, pela desonestidade, pela vida fácil, pela vantagem em tudo, estamos como que perdendo a vontade e o desejo de fazer o certo, o correto, o justo, o verdadeiro, e ainda nos questionam dizendo: o que é mesmo certo, correto, justo, verdadeiro?

Creio que andamos meio perdidos, há como que um lobby que nos leva a ter comportamento premeditado a nos mantermos isolados e a ter um olhar da vida a partir do que algumas pessoas pensam, idealizam; de forma sutil ou mesmo escancarada os grandes meios de comunicação externam seus pensamentos e entram em nossos lares, em nossas mentes e às vezes, querendo ou não nós nos tornamos propagandistas destas ideias; às vezes nem as questionamos, simplesmente às aceitamos e achamos tudo muito normal e também fruto dos novos comportamentos que a modernidade inaugurou.

Não sou conservador, nem retrogrado, mas precisamos alargar nosso horizonte de como olhamos a vida e, consequentemente como traduzimos com este nosso olhar as nossas atitudes. Creio que não podemos aceitar tudo, gostar de tudo e achar que tudo é normal e que no fim tudo dará certo.

Acredito que tudo possa dar certo, mas precisa do esforço humano, da fé em Deus, do não deixar-se levar pela grande maioria. Às vezes o personagem de uma novela que rouba, mata, trai, se vende, sequestra, trama, e que pratica tantos crimes abomináveis e num passe de mágica se transforma, pode nos levar a pensar e a agir de forma que posso fazer tudo errado e que se “mudar de vida”, nada ocorrerá comigo; não terei nada a acertar com a justiça dos homens; no fundo é um descrédito e a propagação de que grandes crimes e desonestidades compensam.

Esta sutileza vai entrando no comum da vida das pessoas e modificando muitas vidas.

E eu, você, nós como estamos olhando a vida? Com que olhos estamos captando tudo isto? Será que seremos capazes de não nos acomodar e nem deixarmos nos influenciar pelo lado negativo e nos posicionarmos de modo diferente? Penso que a forma como olhamos a vida e a interpretamos é que nos dará condições de evoluirmos, de viver bem, de nos realizarmos.

Como mensagem final peço muito a Deus que sejamos verdadeiros em nossos comportamentos e que saibamos olhar a vida com o olhar de Deus e a viver buscando realizar a sua vontade.