MANHUAÇU (MG) – Um grupo de estudantes do 2º ano da Escola Maria de Lucca vem chamando a atenção pelo desenvolvimento do Óculos Sentinela, projeto de tecnologia criado para oferecer mais segurança, mobilidade e autonomia a pessoas com deficiência visual. Eles apresentaram o óculos para duas usuárias da APAE de Manhuaçu, que realizaram os testes, acompanhadas por suas famílias e profissionais da instituição, na manhã desta quarta-feira, 08/07.
O projeto tem como proposta criar óculos inteligentes capazes de identificar obstáculos e alertar o usuário em tempo real. A versão atual utiliza componentes como Arduino Nano, sensor infravermelho VL53L0X, buzzer para alerta sonoro e bateria recarregável, formando um protótipo compacto e funcional. Segundo os estudantes, a próxima etapa prevê recursos mais avançados, como reconhecimento de objetos por inteligência artificial, GPS com orientação por voz e identificação de portas, janelas e cores.

A ideia surgiu da percepção de que, embora a bengala seja um instrumento essencial para pessoas cegas ou com baixa visão, ela possui limitações, principalmente para detectar obstáculos acima da altura do chão, como galhos, placas, objetos suspensos e veículos em movimento. O Óculos Sentinela busca preencher essa lacuna por meio da tecnologia, oferecendo alertas que ajudem o usuário a se deslocar com mais segurança.
Os alunos envolvidos são Victor Aureliano, Humberto Pablo, Emanuel de Carvalho e Thalison Antônio. A iniciativa conta ainda com a orientação da professora Taciane Fonseca, a mentora no processo de pesquisa, desenvolvimento e encaminhamento relacionado à patente.
A iniciativa nasceu na Escola Maria de Lucca, a partir do trabalho de alunos que integram o grupo Los Pitufos, e já conquistou reconhecimento regional ao alcançar o 2º lugar na FERTECE III, feira regional de robótica que reuniu cerca de 50 escolas.
Com o avanço das pesquisas, o grupo pretende transformar o protótipo em uma solução acessível e aplicável no cotidiano de pessoas com deficiência visual. A proposta reforça o papel da educação, da ciência e da inovação como caminhos para resolver problemas reais da sociedade, partindo de dentro da escola e alcançando a comunidade.