REDAÇÃO – Manhuaçu esteve representada em um dos pontos mais cobiçados do montanhismo nacional. No último final de semana, os moradores da cidade Italo Esposito e Lucas Viana viajaram até Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, para encarar o Dedo de Deus, formação rochosa símbolo da Serra dos Órgãos que atrai escaladores do Brasil e do mundo inteiro pelo grau de dificuldade e pela beleza da paisagem.
Com o apoio de guias locais, a dupla iniciou a escalada ainda de madrugada, às 5h da manhã.
O caminho até o cume, que alcança 1.692 metros de altitude, exige preparo físico e técnico. A trilha inicial já é classificada como de nível muito difícil, com trechos íngremes. Depois vêm os pontos de escaladinha, feitos com auxílio de cabos de aço fixos e cordas, até chegar à etapa final: paredões verticais, chaminés e escarpas que só podem ser vencidos com equipamentos de proteção individual, como sapatilha de escalada, corda especial, cadeirinha e capacete.



















Durante a tentativa de ataque ao cume, Lucas Viana sofreu um deslocamento no ombro e precisou abortar a escalada, abrindo mão de completar o desafio por segurança. Italo Esposito seguiu em frente sozinho e, mesmo entre nuvens que encobriam boa parte da vista, conseguiu alcançar o topo às 13h, em meio a breves janelas de céu aberto que permitiram contemplar a grandiosidade da paisagem, e assim levar o nome de Manhuaçu a um dos pontos mais marcantes do montanhismo brasileiro.
A descida começou às 14h, com trechos de rapel que chegaram a lances de até 60 metros. A dupla concluiu todo o percurso somente às 18h30, encerrando um dia inteiro de esforço físico e mental.
Ao todo, foram 13h30 de atividade no limite do corpo e da vontade. Mesmo com o contratempo, a experiência terminou com aquele sentimento de superação que, segundo quem vive o montanhismo, só é compreendido por quem encara o extraordinário de perto.