É uma doença que afeta humanos e animais devido ao metabolismo anormal ou inadequado da glicose, em consequencia a uma deficiência relativa ou absoluta da insulina.
O termo mellitus deriva da palavra “mel”. Neste tipo de diabetes ocorre excesso de glicose no sangue e a urina se torna doce ( com sabor de mel).
Em seres humanos a diabetes mellitos é classificada como do tipo I ou insulino dependente e do tipo II ou não dependente de insulina, porém em medicina veterinária esse tipo de classificação não é muito utilizada, pois todos os cães portadores da doença necessitam de tratamento á base de insulina ( Schaer,2003).
A diabetes mellitus pode ocorrer em cães e gatos de qualquer idade, embora seja mais freqüente em animais entre 7 e 9 anos. As fêmeas, devido interferência hormonal durante o cio são duas vezes mais afetadas que os machos.
Essa enfermidade está também relacionada á obesidade. Atualmente tem sido comum o atendimento de cães e gatos muito acima do peso ideal. O que parece “bom, bonito e saudável” aos olhos do proprietário é na verdade um grave problema para o animal. A gordura irá dificultar ou impedir a ação da insulina. Os sinais clínicos clássicos da doença são: polidipsia (excesso de ingestão de água); poliúria ( excesso de urina); polifagia ( excesso de ingestão de alimentos) e perda de peso. Também podem ser observados o aparecimento de catarata; hepatomegalia;desidratação; dor abdominal á palpação; depressão e febre.
A doença será diagnosticada pelo veterinário através dos sinais clínicos e exames laboratoriais como hemograma, painel bioquímico, urinálise e dosagem de glicose.Os glicosímetros portáteis têm sido utilizados para diagnosticar e monitorar a glicemia de forma rápida, fácil e de baixo custo. A monitoração poderá ser feita inclusive pelo próprio proprietário, em casa.
O sucesso no tratamento e no controle da doença se deve muito ao comprometimento do proprietário em termos de mensuração das concetrações de glicose e no seguimento das orientações passadas pelo veterinário. Serão necessários o uso de uma dieta especial; aplicação diária de insulina dentre outras medidas dependendo do aparecimento de possíveis complicações. É uma doença crônica, portanto o melhor é a prevenção!
Fernanda Cândido T. Dias
CRMV 1271
Centro Universitário Vila Velha
Pós graduanda em clínica e cirurgia de pequenos animais