Toda reflexão que fazemos tem uma história em seu fundamento. Sempre partimos de pressupostos para atingir um fim.
Meu pensamento hoje ganha asas em duas direções: às experiências vividas até aqui e o que isto tem a ver com o daqui para frente.
Em síntese, o que o passado já me proporcionou? O que o futuro pode me dar?
Aí já surgiu um questionamento: até onde sou agente passivo da história ou realmente posso interferir nas transformações?
Depende muito da forma como me comporto para me posicionar em relação a questões filosóficas, científicas ou teológicas. O certo é que o ser humano, em sua maioria, tem medo de se posicionar frente a temas polêmicos; o grande desafio, penso, é passar do ato meramente intelectual ao prático; do abstrato ao concreto; das idéias ao mundo real.
O que realmente me toca é o que estou vivendo; é a verdadeira experiência vivida por mim; posso escrever de forma belíssima sobre a morte; mas quando a experimento com pessoas bem perto de mim…posso falar da amizade e citar poemas maravilhosos, mas quando preciso de um amigo e não encontro…posso falar, escrever sobre a crise financeira, o desemprego, mas quando isto é comigo…
Poderia acrescentar outras situações existenciais que todos nós passamos, acredito que todos temos referências, conceitos estabelecidos, crenças; às vezes temos todas as formas de comportar, agir, viver na teoria, mas quando precisamos colocar em prática mesmo, aí a situação muda; é somente viver a situação e de forma bem personalista, não egoísta; que entendemos que viver é aceitar riscos e que tomar decisões nem sempre é fácil.
É neste contexto que por mais pessoas amigas, família, profissionais ou outros possam e queiram ajudar-me; por mais que precise dessas pessoas; em algum momento da vida, precisamos sozinhos pensar a vida e decidir por viver; é sempre necessário mergulharmos no existencial sobrenatural do ser humano, somente com a simbiose perfeita do humano e do divino que entenderemos a razão última do sentido do viver.
Penso que somente em Deus; conseguiremos entender, por ora, de maneira imperfeita ainda o sentido último da vida.
Muita Paz e uma ótima semana para todos.