Colunas

Ano Novo

Há mais ou menos um ano atrás estávamos ansiosos e cheios de expectativas para o ano que chegaria, que viesse 2013 e ele veio; planos e sonhos, metas e desejos perpassaram nossas mentes e …ele chegou e… já passou. Novamente estamos prestes a iniciar um novo ano, mais uma vez fazemos planos e nos enchemos […]

Há mais ou menos um ano atrás estávamos ansiosos e cheios de expectativas para o ano que chegaria, que viesse 2013 e ele veio; planos e sonhos, metas e desejos perpassaram nossas mentes e …ele chegou e… já passou.

Novamente estamos prestes a iniciar um novo ano, mais uma vez fazemos planos e nos enchemos de bons propósitos. Mas o que é o ano novo? Certamente, a sucessão de dias e meses que o calendário estabeleceu e seguimos como norma padrão. Na verdade, tudo poderia ser diferente ou mesmo igual, caso o ano começasse em Julho ou Outubro, tudo daria na mesma.

O que quero pensar e refletir e aqui colocar meu ponto de vista é que a centralidade de tudo está no ser humano, o antropocentrismo não é excludente em relação ao ser que acredita, que tem fé; talvez pudesse dizer que tudo gira em torno de Deus, aí seria o teocentrismo.

Não são situações excludentes, mas quero destacar a importância do ser humano que detém as condições necessárias em tomar decisões e construir já no aqui e agora a sua vida e a de seus semelhantes.

Como acredito que a vida não cessa após a morte e com ela se inaugura a eternidade é como se vivêssemos a tensão eterna: fazer tudo como se dependesse de nós e acreditar sempre como se tudo dependesse de Deus e que tudo terminará em Deus.

Enquanto vivemos temos a oportunidade de tomar decisões e realizá-las; fazer propósitos e lutar pela sua concretização; estabelecer metas e realmente cumpri-las. Pensar o ano novo é deixar-nos impregnar pela continuidade e descontinuidade da vida; podemos talvez fazer as mesmas coisas, mas dar um sentido novo ao que fazemos, às vezes precisamos ter atitudes, talvez até pequenas, mas que nos faz diferentes ao comum dos mortais. Continuo acreditando na bondade do ser humano, na essência humana e divina, na criação de Deus e no seu resgate histórico de já nos ter salvo, através de Jesus Cristo.

Nós somos potencialmente aptos para o bem, acredito que não podemos nos esmorecer e lutarmos sempre pelos princípios do evangelho e da própria vida cristã para edificarmos um mundo mais humano, fraterno, igualitário, pacífico, justo e agradável de se viver.

Parece utopia, talvez seja; precisamos nos impregnar e fazer a diferença pelo lado bom da vida. Fazer desaparecer o pessimismo e continuar acreditando que não obstante experiências desastrosas que fizemos, há sempre a possibilidade do recomeço, da renovação e do fazer diferente.


Que venha o Novo Ano com tudo o que é corriqueiro e igual e com o novo e inusitado que puder acontecer, que estejamos abertos sempre aos novos desafios, que acreditemos em nossos potenciais de mudança e transformação, que nos abramos à ação de Deus em nossas vidas e que lutemos sempre para edificar uma nova sociedade.

Que não fujamos das nossas responsabilidades, saibamos reconhecer nossas limitações; que tenhamos a humildade de fazer todo este caminho ao lado de outras pessoas que acreditam também como nós e mesmo que existam algumas diferenças, não percamos da nossa vista o que é essencial e que sejamos sabedores da realidade inevitável de que tudo passa, tanto a dor e a alegria, o bem e o mal, só Deus permanece sempre.

Que tenhamos todos um ANO NOVO cheio de realizações na presença de Deus e que venham os desafios!

FELIZ ANO NOVO cheio de PAZ, SAÚDE E PERSEVERANÇA NA PRÁTICA DO BEM.